Desde os sete anos morava em Fortaleza onde cultivou família, carreira profissional e sua paixão inesgotável pelo Ferroviário Atlético Clube. Em 1933, estava no grupo que fundou a equipe coral. Pelo clube, doou-se como pode. Foi técnico e diretor. Revolucionou o futebol no Estado. “O ano de 1938 é apontado como o despertar do futebol cearense para o profissionalismo. E graças a Valdemar Caracas. Foi o então jovem dirigente da Rede de Viação Cearense (RVC) quem atentou para organizar as peladas dos funcionários em um mesmo time: o Ferroviário”, conta o jornalista e comentarista Ciro Câmara, da Rádio O POVO/CBN.
Pela idade avançada, Caracas já não acompanhava de perto o passo a passo do seu time. Porém, não hesitava na hora de defender com unhas e dentes o Ferrão. Até nos momentos de grande sufoco. Foi o caso de 2012, ano da última entrevista dele ao O POVO. Temporada de caos e do quase rebaixamento. Mesmo com diretoria e equipe desestruturadas, o velho Caracol bradou quando perguntado sobre a situação dos corais: “O Ferroviário vai acabar se cair? Vai nada! Quem disser isso está falando besteira. O Ferroviário é inacabável”, disse o ilustre torcedor, igualmente inacabável.
Foto: Mauri Melo Fonte: O Povo.









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